O Passeio de Yara

O Passeio de Yara

Na beira do Rio Solimões,
O Sol faz a grande festa.
As águas se movimentam,
Yara vem para brincar.

Desabrocha no margeado.
Põe-se a pentear os cabelos,
A sereia menina encantada.
Entoa um canto pranteado.

Doce melodia misteriosa.
De longe se pode escutar.
Surgem os pescadores.
Inebriados de amores.

A sereia se encanta,
Lentamente baila n’água.
Aos poucos emerge no rio.
Volta para sua morada.

Diz a lenda que Yara,
Tem um canto harmonioso,
Atrai para o fundo do rio,
Centenas de pescadores.

Nenhum voltou para contar.
O que há no fundo do rio.
Mais por certo fazem roda,
Para a Sereia cantar.

 

(Ana Stoppa)

 

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