A Gata Papoula

 A Gata Papoula

Radical, genial!
Gata trigueira e faceira,
Vaidosa sem igual!
Esta é a gata Papoula
Charmosa e com alto astral!

Papoula tem mordomias,
Banquetes de iguarias,
Caminha suave, dengosa,
Desfrutando a realeza.

- Que vida de marajá!

Morando lá no Planalto,
O morro só vê do alto.
Não conhece a ração,
Que faz mal pra o coração!

O tédio a faz enjoar,
Só degusta caviar.
Compromissos, nem pensar,
Cansam a super star!

De tanto não fazer nada,
Papoula ficou ligada,
Quis conhecer outra vida,
E atravessou a avenida.

Parou só, na contra mão,
Descolou uma carona,
Com toda descontração,
Imaginem, sabem onde?
Rabeira de caminhão!

O balanço da estrada,
Faz Papoula estremecer.
Chegou um tanto cansada.
No morro, ao amanhecer.

Encontrou gatos famintos
Caminhando entre o lixo.
E pensou por um momento:

-Será isto sofrimento?

Papoula até passou mal,
Coitada, caiu na real!
Quis voltar para o planalto,
Onde até miava alto...

Despertando do assombro,
Rumou logo para os escombros,
Papoula estava faminta,
E sem ter o que comer!

Guardou toda a cerimônia,
Bem própria, lá do palácio,
Misturou-se entre os gatos,
Caiu na real de fato,

Degustando um gordo rato!

 

 

(Ana Stoppa)


Registrado na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

 

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