Livros Infantis Publicados

 
  • Resenha de Teresa Gentile

Dois contos infantis “Rafael o ursinho guloso” e “Lelé o navegador dos sonhos” de Ana Stoppa

Dando vida a estes adoráveis e interessantes contos infantis, a escritora e dinâmica operadora cultural ítalo-brasileira Ana Stoppa se dirige a indivíduos em formação e, portanto aos futuros cidadãos em cujas almas ficarão sedimentados segmentos de leitura feitos, de palavras ouvidas, de sonhos pessoalmente elaborados e às vezes não realizados.

Rafael é um ursinho que pensa somente em comer, enquanto deve compreender a importância de fazer as escolhas certas para poder ter uma vida mais alegre, saudável e positiva. Lelé é um peixinho que tem um grande sonho, mas não recebe ajuda dos outros peixinhos para realizá-lo. Mas os sonhos nunca são realizáveis pelos navegadores solitários, mas devem sempre ser compartilhados.

As fábulas de Ana Stoppa são parecidas a uma cutucada benéfica de vitalidade que ela nos envia do outro lado do mundo. Os seus contos têm um notável valor terapêutico porque vêm acompanhados por adequadas imagens e possuem importantes mensagens que propõem valores – Por isto ajudam as crianças a superar os momentos de transição, as inevitáveis crises do amadurecimento e dar vida a novos e inesperados caminhos voltados a resolver os conflitos interiores.

Ana Stoppa é uma mulher sincera e generosa, possui uma forma de dialogar com adultos e crianças que fascina, envolve, contagia com certezas, entusiasmo e competência quem a escuta e tudo isso é valorizado e intensificado pelo fato dela não ter perdido o “eu” criança que a leva a escrever por diversão, divertindo e a nunca se cansar de impelir a acreditar nos próprios sonhos porque estes muitas vezes se realizam... mas com a condição que sejam compartilhados e resistam a cada traiçoeiro ataque de falsidade, materialismo, poluição, preservando os traços da inocência, da verdade, da amizade desinteressada, de um desejo em comum de transformar esta nossa terra em um novo Paraíso renunciando a interesses pessoais, opressivos, irracionais ou ditados pela apatia do quieto viver ou pior, deixando passar a vida, mas nunca como protagonistas ativos, capazes de instaurar uma reação em cadeia de liberdade de sermos nós mesmos, de poder-nos realizar, de cantar o próprio hino de gratidão à vida sem nunca sentir a necessidade de recorrer a opressão, poluição e malévola violência, pois há muita beleza espalhada pelo mundo que é um verdadeiro pecado não poder aproveitá-la plenamente e preservá-la inclusive para aqueles que virão.

Mas temos certeza de que quem ler estes contos, ao tornar-se adulto, saberá prover-se de asas para conhecer as belezas do mundo, para confrontar tradições e civilizações e encontrar o verdadeiro amor que é aquele... pela VIDA.

Os contos de Ana Stoppa se leem com verdadeira emoção, quase percebendo o canto da sereia e, portanto a própria voz de Ana Stoppa: uma mulher e escritora extraordinária que consegue manter com a escrita uma relação de alegre magia, eletrizante, que se revela perfeitamente capaz de bagunçar a ordem das coisas, a revirá-las, de demonstrar que não existem verdades consagradas, mas que é importante aprimorar em si mesmos a coragem e a vontade de dar vida a um futuro melhor. A escritura é, portanto arte, e como tal nada tem de definido. A força da nossa escritora é, portanto incrustada na sua férrea vontade de tornar possível aquilo que na aparência pode parecer improvável de propor. A literatura não tem limites

nem delimitações, mas possui a magia de poder acender mecanismos de reflexão e de reação na mente de indivíduos em fase de evolução como as crianças, propondo a elas valores inalteráveis: a amizade, a sinceridade, o respeito à legalidade e a capacidade de saber compartilhar e realizar projetos sem jamais discriminar as pessoas.

E è assim que Lelé e Rafael se revelam contos que espelham pura poesia e possuem as transparências e as cores da esperança e do arco-íris de uma gota de água límpida no mar poluído. São contos para apreciar e meditar para aprender e transmitir às crianças mensagens positivas. Também as ilustrações são coerentes com os textos e em sintonia com a faixa etária referida. Em particular ressaltam a verdade de que as crianças não vivem em um mundo a parte, mas neste aqui e a dura realidade corre sempre o risco de chocá-las e bloquear nelas qualquer vontade de viver o futuro, de esperança, de comprometimento.

E então voltemos a escrever e contar fábulas educativas às crianças, vamos reeducá-las às emoções e à humanidade e principalmente vamos nos comprometer em redescobrir em nós mesmos o nosso “eu” criança que talvez tenha-se enfraquecido e desmoralizado e vamos dizer-lhe que nada está perdido... precisamos somente conseguir projetar “todos juntos” em maneira criativa e concreta o nosso futuro. Obrigada Ana Stoppa por este seu incentivo benéfico de vitalidade que nos enviou do outro lado do mundo através das suas maravilhosas histórias do peixinho Lelé, o navegador dos sonhos e Rafael, o ursinho guloso. Teresa Gentile, janeiro, 2015. 

Sobre a autora deste texto: Jornalista, historiadora, ativista cultural, crítica literária, Presidente do Salotto Culturale Recupero, Martina Franca, Itália.

 

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